Novas formas de amar

“A família deve compreender que a orientação afetivo-sexual não é uma opção, não é algo que possamos mudar de acordo com nosso desejo.

Cada um deve ser o que é. Não há motivos para problematizarmos isso, porque não é um problema. Devemos compreender como algo natural, faz parte da subjetividade humana. O único problema, infelizmente, ainda é o preconceito. Mas o respeito é a melhor saída”.

Corrupção não é brincadeira

A matéria é sobre como conversar sobre corrupção com os pequenos. Tema sempre atual e urgente de diálogos e debate.

“Já que, atualmente, assuntos como impeachment e corrupção não saem da mídia, os pequenos também precisam entender o que está acontecendo no nosso país.

É positivo aproveitar esse momento para conversar sobre ética e valores como honestidade. O ideal é buscarmos relacionar corrupção com atitudes do cotidiano para que a criança possa compreender. Corrupção é querer levar vantagem prejudicando outra pessoa para se beneficiar, pegar algo que não é seu sem o consentimento do outro (como um brinquedo ou merenda do amiguinho), burlar leis e regras (regras da escola: pescar na prova, ou mesmo, as regras estabelecidas em casa).

É importante que além de orientar a criança, a família dê o exemplo. Criança aprende pelo exemplo.

Lembrem que o adulto ocupa posição de referência para criança. Se ele age de forma corrupta – furando fila, estacionando em vaga de idoso, dentre outras atitudes – estará ensinando a criança a agir da mesma forma.”

Cuidado com os pedófilos

A matéria fala sobre Pedofilia e o cuidado que devemos ter com os pequenos.

“A pedofilia é um transtorno de preferência sexual em que a pessoa sente desejo e prazer sexual quando tem estímulos que envolvam crianças, conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde) se trata de uma doença. É um desvio de conduta sexual.

Em nossa legislação, a pedofilia é considerada crime quando sai da fantasia para prática: quando o pedófilo (adulto) pratica abuso sexual com criança ou adolescente, ou mesmo quando se trata de pornografia infantil, pois o adulto se aproveita da fragilidade e vulnerabilidade para satisfazer seus desejos sexuais.
É importante observar qualquer mudança no padrão de comportamento da criança. Se a criança costumava brincar, era alegre, ativa e, sem motivos, se torna agressiva, triste, pensativa. Esses podem ser sinais de que algo está acontecendo e os pais precisam estar sempre atentos. Outro sinal comum é quando a criança apresenta comportamento sedutor de forma repentina, principalmente com os adultos. As crianças que são abusadas sexualmente não possuem a compreensão do que está acontecendo com elas. O agressor pode fazer com que a criança acredite que aquela situação é uma brincadeira ou um jogo. Pode também ameaçar a criança, que fica sem saber como agir, permanecendo no silêncio por muito tempo. Infelizmente, quando as vítimas de abuso conseguem revelar e descrever o que aconteceu, ainda podem sofrer com o descrédito da própria família.

Pode ser necessária a atuação de uma equipe multidisciplinar para uma avaliação clínica que vise confirmar a suspeita da violência: médicos, psicólogos, assistentes sociais.

Na esfera emocional, tanto a criança vítima de abuso como a família precisarão de apoio psicológico.

Quando a violência sexual é cometida dentro da própria casa ou por pessoas próximas, a situação se torna ainda mais delicada.

Alguns pais até percebem o que está acontecendo, mas não tem coragem de assumir o problema e procurar ajuda profissional por medo de enfrentar a situação e do constrangimento que pode trazer. Esse assunto ainda é um tabu nas famílias, mas fingir que nada está acontecendo pode causar danos ainda piores para a criança.”

Aprendeu a dizer adeus?

Nessa matéria que saiu no jornal Massa! a psicóloga Juliana Calixto fala sobre a dificuldade que algumas pessoas têm em terminar relacionamentos e fechar ciclos.

“As relações estão cada vez mais frágeis. Não temos mais tempo, nem disposição, para construir e investir em laços afetivos. As pessoas acham que é mais fácil desistir frent/e às primeiras dificuldades do que investir em um relacionamento. Muitas, não conseguem nem terminar a relação: não ligam mais, não retornam ligações e mensagens, deixando o outro a se perguntar o que aconteceu, sem respostas, podendo sentir-se culpado e/ou rejeitado.

Esses joguinhos amorosos não fazem parte de um relacionamento saudável. Se as duas pessoas não estiverem na mesma sintonia, a melhor alternativa sempre é manter o diálogo e a transparência.”

Pode tudo durante o carnaval?

Em mais uma matéria com a participação da psicóloga Juliana Calixto no jornal Massa!, a profissional fala sobre o clima carnavalesco e os cuidados que devem ser tomados nessa época do ano:

“As fantasias sexuais podem estar liberadas, mas é preciso cuidado para que não gerem ressaca moral pós-festa. Ao realizar seus desejos secretos, muitos que não têm coragem para concretizá-los no dia a dia e que enxergam uma oportunidade de realizá-los durante o carnaval, vivem – após esse período – forte sentimento de culpa. É comum, por exemplo, muitos relacionamentos estáveis terminarem durante esse período porque uma das partes quer aproveitar a folia momesca. Fantasias sexuais são saudáveis, porém não faça nada que possa te agredir ou agredir o parceiro, mesmo que seja um parceiro casual.​

Além disso, reforço a importância da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e de uma gravidez indesejada.”